terça-feira, outubro 24, 2006

 

De onde vim, para onde vou (?)

Desde algum dia desses, me parece ter começado em mim um pequeno movimento de conscientização para saber quem eu sou. Novidade nenhuma eu querer saber quem sou, às vezes acho que me pergunto desde a infância, tão intrínseca se mostra esta busca em mim. A novidade é eu sentir um princípio - veja bem, apenas um princípio - de conscientização a este respeito. Começou a se desenhar em mim um não-sei-quê que entende que cada ser vivente chegou aqui a essa terra por uma razão distinta e totalmente particular. Existem pessoas cujos principais objetivos na vida estão ligados à carreira, que lutam constantemente por melhores posições, estudando e se preparando de todas as formas que possam, para isto. Para outras, o centro do seu sucesso está na expectativa da construção bem sucedida de uma família, buscam um casamento com todos as indas e vindas a que têm direito, filhos lindos e saudáveis, um lar de harmonia. Têm também os que apostam numa junção proporcional das duas coisas, e assim sucessivamente, cada um projeta seus ideais, tão diversos entre si. Por ideal eu entendo qualquer realização que se queira cuja primeira reação que nos causa, é um profundo suspiro. Um ai que arde e sonha como seria bom ser assim.
Aí começa o referido princípio de movimento em mim e traz consigo o estranhamento por algo que, como de costume, difere consideravelmente do panorama geral percebo ao meu redor. O que venho sentindo é que para mim, esta realização digna de suspiro pode não passar nem pela realização familiar, por assim dizer, nem pela profissional, que envolve também o dinheiro e todas as variáveis que este compreende. Os meus suspiros me parecem muito mais ligados a conquistas íntimas e individualizadas. Eu preciso, por exemplo, ver muitos lugares do mundo antes de morrer. Preciso mesmo, é uma frustração que disfarço, mas que sempre me reencontra. Preciso fazer um safári na Àfrica, preciso desfrutar da vida cultural de Nova York, preciso sentir de perto a maresia na Grécia, preciso percorrer toda a América Latina e, porque não, a Central e do Norte também, preciso assistir ao meu amado flamenco in loco, nalgum bar de Madri ou Barcelona (e para isso preciso fazer as minhas aulas de espanhol!), preciso tomar um vinho da casa numa daquelas villas italianas de cenário que dispensa comentários, e tantos muitos outros lugares mais, para não dizer das pessoas interessantíssimas que poderia encontrar em cada território. Eu preciso aprender a cavalgar. Ok, já tive meu tão esperado contato inicial com os equinos, mas falta muito pra que este se qualifique como 'cavalgar'. Eu preciso me especializar em fotografia. Sou até então, uma mera curiosa no assunto, mas começo a perceber que este meu hobby exige um cuidado e dedicação maiores de minha parte. Eu preciso andar de balão. Isso mesmo, pode parecer algo tão bobo e simples de resolver, mas é destas coisas que estão emperradas e eu preciso fazer. Eu preciso me dedicar mais às minhas aulas de dança, porque tenho certeza que dançar está entre as coisas que eu vim fazer aqui. Certo, comecei tardíssimo, 27 anos não é hora de querer virar bailarina, mas eu não me importo. Eu preciso perder o meu medo de fazer aula de canto e aprender a colocar esta voz de uma vez por todas. Eu preciso me levar a sério e estudar e praticar e dar a cara a tapa para me chamar de escritora. (este deve ser de longe, o ítem mais pretensioso). E a lista continua e continua.
Nada disto impede alguém com as minhas pretensões de ter uma carreira bem sucedida - seja o que for que isto signifique - nem de ter um casamento feliz. O que quero dizer é que é PRECISO descobrir qual é o foco da sua vida. É preciso descobrir qual é o personagem principal do tema dos seus sonhos e quais são os coadjuvantes. Até porque, estes meus delírios, em sua maioria custam bastante dinheiro e , a menos que eu pretenda me tornar traficante ou político, minha profissão vai ter de ser mesmo muito bem sucedida ou bem rentável ao menos, para que eu possa chegar perto deles. Resumindo, é preciso saber para quê estamos aqui.
Junto com este ensaio de conscientização vem vindo também a percepção, ou melhor, a aceitação da percepção que já existia de que este meu pode ser um caminho bem solitário também. Será de primeira necessidade que eu não me prenda a nada e possivelmente, a ninguém - ao menos durante uma etapa - para que eu voe realmente na altura que desejar. Mais uma vez, nada impede que eu tenha um amor ou um grupo de amigos que possa me acompanhar nas minhas viagens geográficas e existenciais. Mas, convenhamos que é bem menos provável, visto que todos vão estar também buscando as suas próprias realizações e para se manter uma parceria do alcance de um casamento, acredito que seja providencial abrir mão de alguns caminhos. Talvez isto tudo seja um monte de bobagens sem sentido e é bem provável que sejam, mas estes pensamentos tolos vez por outra ganham espaço na minha cabeça e me parece improdutivo e covarde ignorá-los. Talvez venha destes pensamentos sufocados a sensação de desnorteamento e angústia que me toma de quando em quando. Está tudo muito bom, tudo muito bem, e de repente...bum! Crise. O que é que eu estou fazendo aqui??? Não é que a maluca resolveu mesmo tentar descobrir?
Diz a minha mãe, que eu quando tenho uma possibilidade de 50% de acertar, erro. Hahahaha. Se isto valer para esta situação, a qualquer momento posso voltar atrás e dizer que encontrei o emprego dos meus sonhos, conheci o homem da minha vida ou adotei um casal de gêmeos. Não afirmo, não nego e não acredito em bruxas. Mas que elas existem, existem.

quarta-feira, maio 17, 2006

 

O centro do meu universo

Sou e sempre fui uma colagem. Até pensei em algo assim para nome de blog, tão verdadeiro é esse som. A arte que produzo - e me atrevo a chamá-la assim - é completamente composta de pedaços de outras coisas, de outros seres. Jamais consigo ter o distanciamento de onde começo eu e onde acaba o outro em quaisquer idéias que possa ter. Cada dia que chega, me percebo mais e mais como um amontoado de conceitos adquiridos através da influência absoluta do que vi, ouvi, assisti, li, presenciei, repudiei e assim por diante. Igualmente no tocante à minha pessoa. Tudo que sou, tudo que não sou, tudo que quero ou não ser, tudo que me orgulhei e me arrependi de ter passado só pode ser visto sob a luz e sombras das pessoas que passarram e ficaram na minha vida.
Se me vejo bem, este bem estar veio do contexto no qual me vejo inserida. Se me vejo mal, há toda uma rede de pessoas à minha volta que tiveram parte nesta queda.
Em dados momentos, porém, o que sinto claramente é que algo aconteceu de um jeito próprio e independente. Tem momentos, como o de agora, em que olho inevitavelmente para trás - como sempre faço - e enxergo na atmosfera do hoje uma suposta equação bailando no ar. Vejo que momento x + momento y = momento corrente e ocorrente. Me parece que foram se formando e se apagando certos desenhos para resultar no esboço em que vivo, exatamente da maneira que ela se apresenta. Com todas as suas contrariedades, constrangimentos, equívocos, pseudo-arrependimentos, auto-críticas e deslizes. Ainda assim, o produto final pode e pôde ser bom. Eu construí cada tijolo deste castelo ao mesmo tempo que tudo foi feito pelos que estavam - voluntaria ou involuntariamente - ao meu redor, ao mesmo tempo em que ninguém foi responsável por absolutamente nada e cada entrelaçar dos acontecimentos se emaranhou sem que qualquer uma das criaturas presentes tivesse movido um dedo para isso.
Esse é o meu presente. Um espaço no tempo em que olho para trás, para frente, para os lados, para dentro e fecho os olhos, e sinto tudo ao mesmo tempo agora. Sinto todas as pessoas do passado, do futuro, da imaginação e deste tempo atual, sinto todos os eventos, todos os sentimentos, todos os hiatos de sensação desaguarem dentro deste invólucro vestido na minha carcaça. "Eu sou o início, o fim e o meio" ao menos por agora. Não sinto a necessidade de caracterizar às passagens e à gente de qualquer tempo da minha vida, como já senti e reconheço que este foi o nutriente ou desnutriente do qual sempre me alimentei.
Eu hoje sou o meu portal para tudo que há, houve e haverá. Eu hoje sou colagem sim e ainda; mas de todas as eras e de todos os seres dos mundos verídicos e ficcionais pelos quais passei e nos quais sonhei existir, que a despeito de quaisquer ações ou omissões de quaisquer criaturas, construíram-se tijolo a tijolo - ou quem sabe dizer semente a semente? - e ergueram vales por fora e por dentro das muralhas da minha rotina.

domingo, abril 09, 2006

 

Fracasso Anunciado

Em uma das minhas muitas andanças pela internet, encontrei na leitura de um dos meus sites de astrologia - sim, astrologia - favoritos, um dizer me encheu os olhos e a cabeça: "Tenha certeza, se depender do mundo, você fracassará, e é por isso que você deve usar a irritação ao seu favor", o que me remeteu imediatamente a outro, antigo conhecido: "O mundo vai tratar-te mal, portanto, se queres viver a sua vida, vai e toma-a". Essas afirmações, me soam verdadeiras hoje, mais do que nunca antes. Não que antes não acreditasse nelas, mas atualmente, tomaram uma dimensão toda nova. A segunda máxima chega em ciclos à minha mente. Felizmente, tem sempre algo pra me lembrar o quanto é real. Não que "o mundo" queira deliberadamente nos tratar mal e nos fazer sentir as últimas criaturas sobre a face da terra. É um tratar mal não intencional - pelo menos é o que acredito na maioria das vezes. Veja que, por "o mundo" pode-se entender milhões de coisas. Pode ser o chefe, o amigo, o vendedor, o dentista, o familiar, o parceiro, o desconhecido, o cliente, pode ser qualquer pessoa. Podem ser várias hipóteses juntas também, um tratar mal potencializado. Sucede que "o mundo" tem um jeito de não adivinhar aquilo que a gente quer e precisa que é realmente irritante. Essa irritação me remete diretemente à primeira máxima, totalmente complementar. É inviável, irreal, imaturo, injusto, insuficiente e altamente (sem "i") frustrante criar a expectativa que um mundo ou uma pessoa construa ou sequer saiba como ajudar a construir o seu sucesso como indivíduo, ainda mais se for pra entrar na discussão do que é sucesso, conceito que transforma-se totalmente de um para um. Sim, sabe-se que existem algumas "metas" que podem ser mais ou menos universais, como estar bem no trabalho, ter um parceiro bacana, uma boa família, amigos de valor, saúde, dinheiro, mas são todos conceitos absolutistas demais para entrar nesta discussão. A real é que, em boa parte das situações, para não dizer na maioria, os grandes responsáveis por nossos momentos de infernos íntimos são mesmo os generalizados detalhes, e da mesma forma que a definição de "sucesso", um "detalhe" também pode ser milhares de ocorrências e deixa de ser detalhe no minuto em que se transforma na causa do inferno. É penoso alimentar a expectativa de que, em dado momento, o mundo virá oportunamente em seu auxílio, e doloroso desconstruir esta ilusão. No grosso das vezes, é raro que alguém além do seu sigo mesmo venha a entender e sobretudo, a saber do que é que você precisa nos momentos cruciais. Não falo de contar com apoio e até com ajuda, que isto é pontual nos bons relacionamentos. Falo de necessidades do íntimo que são improváveis de traduzir a outros ouvidos e corações. São base de tudo que se pretenda ser e surpreendem até a nós mesmos, visto que se escondem em nossas entranhas, sorrateiras, dificultando ao máximo o detectar de qual gesto, qual palavra, qual atenção, qual ausência, qual presença, qual encontro, qual reconhecimento uma alma pede. O derradeiro carinho - seja integrante em qualquer dos departamentos psicológios ou emocionais - construidor e mantenedor de uma essência pode vir apenas do próprio ser. Não é bebido em outras fontes e me leva à outra máxima que ouvi, sincronizadamente, no diálogo de um filme querido, reprisado no meio da tarde: "Ninguém tem o poder de lhe fazer sentir insignificante, só você pode fazer isso."

quinta-feira, março 30, 2006

 

O Dia Teletransportador

Bastou uma tempestade para que eu viajasse no tempo.
As águas impetuosas caíram e levaram consigo - além de árvores, carros e muros - os fios e postes de energia elétrica.
Praticamente tudo parou antes da hora do almoço. Veio a hora da sobremesa, do lanche, do chá, do jantar e tudo continuou parado .
Caiu a noite, permitindo que se percebesse muito melhor o "estado de sítio" que se havia instalado , já sem que se pudesse contar com o alento da claridade do dia amenizando o caos.
No banho - devidamente providenciado com a água aquecida no fogão - comecei a pensar no ritmo simples e desperto no qual existiam as gerações passadas, vivendo em meio ao verde e distantes do acesso à eletricidade.
Qualquer atividade podia conter um ritual. O preparo do banho, o preparo da refeição, o preparo para a cama.
Não custou muito para me transportar à esta realidade e vislumbrar lampejos de como seria crescer ali.
Os ruídos e barulhos da cidade, todos diminuíram consideravelmente. Não fossem os veículos que não pararam de transitar e a voz sempre estridente do vizinho, teria sido possível pela primeira vez, ouvir a cidade.
Munida de uma lanterninha velha, caderno, caneta e uma vela acesa no outro canto do cômodo, eu observava, sem conseguir esconder totalmente a ansiedade pela falta de meus monstrinhos eletro-eletrônicos.
Aproveitando a deixa do ínício do outono, a chuva nervosa trouxe consigo a primeira noite dos ares gelados característicos da estação. Finalmente pude calçar meias de algodão com o mero propósito de aquecer os pés, ao invés de fazê-lo mecanicamente pela escolha de usar meus tênis de caminhada e percebi que o friozinho ido já me causava saudades.
Sentada sob a janela, enxerguei no céu muito mais estrelas, ainda que camufladas por nuvens avermelhadas que o aguaceiro deixara para trás. Meus olhos podiam ver a noite. Coisa rara de se ver, falta rara de sentir. E como é bela. Os olhos habituados às lampadas já nem percebem mais.
É corriqueiro para a minha geração assistir às pessoas de outras idades e aos veículos de comunicação comentando a evolução do mundo e as diferenças na identidade dos tempos de hoje. Mas é quase impossível captar realmente do que é que estão falando até que se viva uma pausa assim.
Absolutamente tudo na dinâmica do cotidiano seria diferente se vivêssemos ainda sob o antigo compasso do mudar dos dias . É toda uma desaceleração nos ritmos, ritos, intenções, percepções e pretensões que só pode mesmo ser experimentada para ser absorvida. Nada do que se ouça pode contar esta história como ela merece.
Pasme, as pessoas teriam que conversar. Famílias inteiras dormindo inacreditavelmente cedo e despertando com o clarear da aurora. Seriam todos praticamente obrigados a interagir com a natureza, e consequentemente, obrigados a respeitá-la. E é claro, casariam-se logo na vida e fariam filhos, muitos filhos - o que se haveria de fazer no findar do dia?
Quase podia ouvir as fogueiras crepitando nos campos, e os guerreiros recém-chegados da luta diária, ao redor da chama trocando experiências. As moças dançando ao som de uma sanfona melancólica e o luar claro a assistir.
Me soa não apenas como uma outra época, mas como um mundo paralelo, que em verdade aconteceu há algumas décadas, há duas gerações de distância somente.
Fica tão fácil entender como o modernidade da minha época possa fazer pouco ou nenhum sentido para a cabeça "desatualizada" da minha avó, que se criou num universo tão distinto e distante deste que conheço. E à quantas mudanças incríveis ela possa ter assistido.
Muitas mais, certamente, do que eu jamais poderia sonhar em ver.

quinta-feira, março 23, 2006

 

Monólogos a dois, o stress e a chance de ficar de boca fechada

- Sabe que eu cansei?
- Do quê?
- Cansei, de tudo.
- Dá pra ser mais específica?
- Qual foi a parte do 'tudo' que você não entendeu???
- Credo, que mal-humor...
- Cansei disso também!
- Do seu mal-humor?
- De gente me acusando de mal-humorada. Não sou, só quando me irritam.
- Você se irrita fácil.
- Eu me irrito quando me dão motivos, detesto meias palavras.
- Todo mundo é obrigado a concordar?
- Claro que não. E eu não sou obrigada a achar bom.
- Do que é a gente está falando, nem sei mais...
- Da sua implicância comigo.
- Eu não fiz nada!
- Ah! E ainda se faz de vítima! Você não assume suas atitudes não??
- Você está louca.
- Pode ser, mas antes louca do que coitadinha.
- Quem é que está comparando as duas coisas???
- Você. Puxa o assunto e foge da situação...
- Você está na tpm?
- Eu odeio quando me irritam e depois perguntam isso quando eu reajo.
- Não se preocupe, para a reação precisaria da ação. Você está só maluca.
- Ainda por cima eu vou ter que aturar a sua falta de respeito??? Não consegue nem conversar sem ofender?
- Você não consegue nem responder sem delirar??
- Quer saber? Vai à merda, eu cansei de você!!!

sexta-feira, março 17, 2006

 

A Pedra Fundamental

Dizem que no fundo de todo poço tem uma mola. Será que talvez, todos aqueles "fundos de poço" que pensei alcançar não passassem de meio de caminho? Imagino que a mola deva ficar óbvia, já que estará impecavelmente instalada no fundo do poço apenas aguardando uma chegada. Se você ou eu seguimos afundando, afundando e necas da mola, bem, isto pode ser uma boa e uma má notícia. A boa é que nem eu, nem você estamos assim tão mal das pernas - coisa mais desagradável admitir-se num fim de linha - e a má é que este mato sem nenhum cachorro morto em vista ainda pode vir a piorar.
Considere ainda, nesta fórmula, a possibilidade de que a mola não esteja evidente e você - ou eu - a deixasse passar despercebida.
Considere igualmente, a possibilidade de que a Vida, o Cosmo, o Poder Supremo - a admisnistração geral, como queira concebê-la - espere que você se toque do fundo, afinal de contas o poço é seu, e fabrique a sua própria mola. Faça-a funcionar mesmo.
Hum...pareceu fazer algum sentido. Eu - e você - desenvolver a sensibilidade e o simancol para detectar o fundo e construir a mola. Testar molas diferentes, pode ser que a(s) primeira(s) não sirva(m), pode ser que não dê(em) o impulso que você e eu queremos e merecemos.
O poço pode só aprofundar enquanto o náufrago não sacudir as pernas, os braços, as idéias, o seu mundo. A mola pode não funcionar ou me - lhe - mandar para um lugar diferente. Podemos precisar voltar ao ponto de partida. Podemos nos intimidar diante da descida e diante da subida por vir. Pode acontecer de tudo.
Diante das infinitas possibilidades, o único ponto de partida é tentar. Afaste o musgo, as teias de aranha, os restos de molas mal-sucedidas e se prepare para saltar. O fundo do poço é aqui.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?